Acervo

Egito · Amuleto

Amuleto Thoth

c. 664–332 a.C

Civilização
Egito
Tipologia
Amuleto
Período
Baixa Época, 664–332 a.C
Datação
c. 664–332 a.C
Material
Faiança
Inventário
ALC EG0005
Escala aproximada

Altura 1,2 cm — ao lado de um cartão de crédito (8,6 cm).

AquisiçãoR$ 750,00

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01Descrição

Pequeno amuleto egípcio confeccionado em faiança silicosa azul-esverdeada, representando provavelmente o deus Thot sob a forma de babuíno. A figura apresenta corpo alongado, membros dispostos junto ao torso e cabeça projetada para a frente, formando o característico perfil simiesco. A região superior apresenta perfuração destinada à suspensão, indicando que o objeto teria sido utilizado como amuleto pessoal, provavelmente preso a um cordão, colar ou incorporado às bandagens funerárias. A superfície conserva parte significativa do vidrado azul-esverdeado original, com áreas de desgaste, incrustações e perda superficial decorrentes da antiguidade e do processo de deposição. Apesar das dimensões extremamente reduzidas, a silhueta da figura ainda permite reconhecer elementos associados às representações egípcias de macacos e babuínos. A identificação com Thot é sustentada pela ampla utilização do babuíno como uma das manifestações iconográficas do deus. Existem paralelos museológicos muito pequenos: o Louvre conserva amuletos em faiança identificados como Thot em forma de babuíno, incluindo exemplares de apenas 1,3 cm de altura, dimensões praticamente equivalentes às deste objeto. Louvre Collections O Metropolitan Museum conserva igualmente amuletos de Thot representado como babuíno em faiança desde o período Raméssida.

02Contexto histórico

Thot foi uma das divindades mais importantes da religião egípcia. Associado à sabedoria, escrita, conhecimento, matemática, medição do tempo e à Lua, era considerado patrono dos escribas e responsável pela preservação da ordem intelectual e cósmica. O deus podia ser representado principalmente de duas formas: como homem com cabeça de íbis ou como babuíno. Nesta segunda manifestação, o animal frequentemente aparece sentado ou agachado, embora também sejam conhecidos pequenos amuletos de primatas representados em posição ereta. A associação entre o babuíno e Thot estava provavelmente relacionada ao comportamento desses animais ao amanhecer, quando seus movimentos e vocalizações foram interpretados pelos egípcios como uma forma de saudação ao Sol. Por essa razão, o babuíno adquiriu uma forte ligação com os ciclos celestes, com a Lua e com a medição do tempo. Pequenos amuletos desse tipo podiam ser utilizados tanto em vida quanto em contextos funerários. A presença de uma perfuração permitia sua utilização como pendente, enquanto a própria imagem da divindade deveria transmitir ao portador parte de seus poderes protetores. O Metropolitan Museum observa que a faiança foi um dos materiais mais utilizados na produção de amuletos egípcios, especialmente nas tonalidades azul e verde, associadas à vida, regeneração e renovação.